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reflexao

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29/09/2007

Alexandrina de Balazar/e Clarinaha Aliança Stª Maria

Chuva que cais de mansinho
Atravessando meu caminho
Sinto em meu coração
Que tens algo a me dizer
Não sei se mau se bom
Mas acho que vou saber
Algo me chama
Uma força me atrai
Não sei de onde vem
Espero saber para onde vai
Chuva triste miudinha
Notas a tristeza minha ?
Vez o meu triste penar ?
Ao ver-te assim tão tristinha
Ainda mais triste
Minha alma vai ficar
Vá lá chuva miudinha
Diz-me o que tens para me dizer
Não vês que quero saber
Mas que seja algo de bom
Depois de tanto sofrer
O meu pobre coração
Precisa se alimentar
Ter força para continuar
Ou será que sua missão
Já está a terminar ?
Chuva miudinha
Para onde me estás a levar ?
Que força é essa que tens ?
Que não consigo resistir
Porque me levas assim
Sem ser por vontade minha
Para onde não quero ir
Onde estás chuva miudinha ?
Agora que aqui me trouxeste
Deixas-me ficar sozinho?
E o que vim aqui fazer ?
Será que não me vais dizer ?
Porque paras-te agora ?
Aqui fico abandonado
Mais triste que no passado
Será que estou sozinho ?
Neste lugar tão distante
Eu peregrino errante
Sem vontade de rezar
Que luz é esta tão brilhante ?
Que parece um novo dia
É alguém para me escutar
Todo o meu desabafar
Meus olhos estão a chorar
Mas cheios de alegria
Há quanto tempo não tinha
Momento tão bom e nobre
O coração deste pobre
Não sei se aguentará
Há como é bom
Ouvir uma palavra amiga
Ter alguém que nos escute
Que nos dê algum alento
Que nos incite a continuar
Que nos diga e com razão
Que não acabou nossa missão
Que muito temos para dar
Mesmo sabendo que não é verdade
O pouco que já fizemos
Aquilo que aos outros demos
Era de má qualidade
Mesmo assim soube bem
Este bocado feliz
Lembrando coisas passadas
Algumas coisas que fiz
Chuva miudinha
Onde estás ?
Até me esqueci de ti
Mas quero te agradecer
Obrigado chuva miudinha
Ou queres antes que te chame
Alexandrina e Clarinha

( Luzeiro de Santa Maria )

24/09/2007

Pensar

Penso que penso mas não penso
Meu desejo seria pensar que penso
Mas pensando que penso
Sem pensar
O pensamento não é o que penso
Mas penso que é o meu pensar
Gostava de gostar
Do que gosto
Ás vezes não sei se gostar
O gosto que é o gosto que gosto
Nem sempre é o gosto de amar
Perdido em palavras vãs
Vou divagando por aí
Esperando que aquilo que penso
E todo o amor que sinto
Seja dos outros também
Um pensamento forte e sincero
Um amor puro e são
Por todos
Os que não conseguem pensar
Porque tudo na vida lhes falta
Saúde , carinho , amor
E muitas vezes
O PÃO

António da Costa

VENTO FAZ UM FAVOR

VENTO FAZ UM FAVOR


Vento que tudo levas
Leva minha tristeza
Leva de mim esta angústia
Este meu triste pensar
Leva os encolhos da vida
Amarguras de pensamentos
Leva as dores
Leva os tormentos
Leva as noites de insónia
Os dias de solidão
Leva os problemas da vida
Presos em meu coração
Leva as falsas amizades
As arrogância e as maldades
A maledicência e a traição
Leva-as
Mas leva-as para bem longe
Cá não ficarão saudades
Leva-as
Mas prende-as lá longe
Para que não possam voltar
E se assim acontecer
Muito mal poderão fazer
Leva-as
Leva-as e enterra-as bem fundo
Leva-as
E faz isso por favor
E verás então
Como o mundo será melhor