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23/08/2007

Solidão

SOLIDÃO


Solidão é não ter Jesus
Solidão é falta de amor
Falta de amigos a quem recorrer
Solidão é tristeza que queremos ter
Quando somos ignorados
Solidão é quando pensamos
Que nada valemos
Solidão é saber que nada temos
Porque o pouco que já tivemos
O demos com abundância
Solidão
É querer dar do pouco que resta
Com respeito , carinho e amor
Mesmo quando nosso pouco não presta
Uma palavra esperamos
Mostrando até se erramos
Pois o desprezo é dor
Para quê trabalhar se é solidão
Mais vale parar e pensar
E perguntar
Os outros onde estão ?

( António)
Luzeiro Stª Mrª

18/08/2007

Em Memória do Irmão Roger

Á Memória do Irmão Roger

Sim seguiste a Jesus
Quiseste a paz e união
A todos estendeste tua mão
Pra todos foste irmão
Que mais queriam eles então
Para te deixar acabar esta passagem
Serenamente e em Paz
Seria pedir muito
Que te respeitassem
Já não digo que te amassem
Isso é liberdade para qualquer um
Foram cruéis
Mandantes de outros interesses
Não gostavam de tuas preces
A Paz não vende armas
Incómodo eras então
Por teres criado uma união
Que a muitos incomodava
Era preciso calar-te
Era preciso silenciar-te
Era preciso eliminar-te
E assim foi feito
E assim aconteceu
A vida te ceifaram
Cobardemente o fizeram
E assim eles quiseram
Mostrar para o Mundo
Que o golpe mais profundo
No caminho para a paz
No caminho do amor
Foi tirarte esta vida
Que dedicaste inteiramente
Ao teu , ao Nosso SENHOR

Luzeiro de Santa Maria
17 de Agosto de 2005

Não

Se concordo, se acho bem,
que a mulher, que se diz mãe,
mate um filho por opção?
A tal pergunta horrorosa,
inaudita, criminosa,
só posso responder: Não!

Se aplaudo quem prevarica,
quem mata, quem sacrifica
um filhinho em gestação?
Se aceito que, legalmente (!),
se mate um filho inocente,
um ser indefeso: Não!

Se admito que um hospital
seja um açougue legal,
em vez de berço, um caixão?
Que a mulher seja megera?
Em vez de mãe seja fera
para o próprio filho: Não!

Não posso concordar
Com a licença p’ra matar.
A despenalização
é crime que brada aos céus
porque a vida é dom de Deus.
Por isso respondo: Não!

( António Crispim )

Mãos

Mãos
Mãos que abraçam
Mãos que destroem e estilhaçam
Mãos que repelem
Mas que aconchegam
Mãos que batem
Mas que ariciam
Mãos que trabalham
Mãos que acenam
Mãos que ralham
Mãos que se apertam
Mãos que se escondem
Mãos amigas
Mãos inimigas
Mãos que ás veses pesam
Mas que também rezam
Mãos que cozinham
E que acarinham
Obrigado meu Deus
Pelas mãos que me deste
Felizes dos que mãos tem
Para as porem ao serviço do Senhor
E com elas fazerem o bem
(António)
Luzeiro de Santa Maria